Ao início da tarde de hoje uma amiga pergunta-me: "Tas bem Ricardinho, o teu coração aguenta-se?"
Sem filtro respondo: "Já está tão despedaçado que quase nao sinto nada"
Ela com a sua perspicácia faz-me descer à terra: "Se te sentes destroçado é mais que justo"
Remato com: "Isto passa"
E passa! Que raio de sina a minha.
Passei anos sem permitir que alguém entrasse no meu cantinho, no meu coração. Seria proteção? Medo de sofrer? Serei demasiado exigente? Sei lá...
Senti-me preparado, deixei que me conhecessem. Apaixonei-me e a seguir: sofri novamente. Irra.
Mais um tempo fechado para "obras", assim o decidi!
Não resisti! Voltei a entusiasmar-me pelo ser humano, voltei a acreditar numa felicidade partilhada. Mas sabia as condicionantes e as improbabilidades de o consumar, mas estava disposto (mesmo que ocultamente) a acreditar á mesma.
E pronto, lá se foi novamente! Voou como um pássaro para o seu novo ninho, para o seu porto seguro e que os ciclos naturais da vida lhe permita poisar por cá, numa visita fugaz e intensa! Sei que está bem e fico contente por isso. Se isso significa que é feliz, que bom.
Que alguém o seja, ao menos!
Até breve,
RC, O Pequeno Notável
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