quinta-feira, novembro 05, 2015
A outra carta
Sim, este vídeo está em espanhol e é do ano passado, blá blá blá......é um facto. Mas não consegui localizar o video com a tradução. Mas como a língua é percetível até aos mais distraídos, torna-se simples!
Mas bom, ...intriga-me a razão porque este video me marca e me faz parar e pensar no assunto. Afinal eu nem filhos tenho, nem sei se virei a ter. Mas a verdade é que sinto uma grande vontade de ser pai, de poder ensinar e educar um ser humano, não à minha imagem, porque senão coitadito, seria baixote e calvo! Mas, o facto de poder partilhar com alguém os meus costumes, os meus valores que tão bem me forma igualmente passados e outros que são continuamente adquiridos.
Independentemente da forma (natural ou artificial), esse não é um objetivo, é uma vontade, que no meio de tantas pode nunca ser concretizada. Mas se o futuro me permitir, irei esforçar-me para conseguir concretizá-la!
"Ai e tal, não cuspas para o ar", "não fales do que não sabes", são frases que oiço algumas vezes em conversas com amigos já pais e mães. Chateia-me ouvi-las, porque observo muitos momentos de fraqueza dos próprios pais, por uma única razão: Dizer que não! O "sim" é tão simples mas o "não"....ui, vejo-lhes medo nas entranhas de o dizerem aos filhos. Mas os filhos, por muito que na hora façam uma grande birra à conta desse "não", vão um dia mais tarde ter maior respeito pelos pais e ficar-lhes-à na memória como forma de aprendizagem.
Sim, de facto não sou pai, nunca fui, mas educo, sim educo ...não sei se pelo facto de ter participado no crescimento do meu primo Xico até ir para o ciclo, se pelas dezenas de catequizandos, se pelas centenas de crianças das escolas onde levo as danças, os jogos e os cantares tradicionais, ou o que for, que me ensinou a educar, a criar limites, a criar valores e a motivas as crianças, o eterno futuro da humanidade. Pois é...a uma boa parte dos pais de hoje, é tão mais fácil entupir os filhos com o melhores gadjets do mercado, enfiá-los em aglomerados de aulas extracurriculares (sem menosprezar): é a natação, o futebol, o inglês, a moda do ballet - coisa chique hoje em dia; já para o escuteiros, ou para outros movimento sociais, os pais consideram um perigo, infundado, sem sentido! Só que aí adquirem competências comportamentais de sociabilização que nas seus quartos recheados de tecnologia de ponta, não conseguem.
E os piqueniques? Os passeios pelas cidades/vilas à nossa volta? Uma ida ao rio, ao parque? Os meus pais levaram-me a muitos desses sítios na minha infância, não tanto quanto gostariam secalhar, mas o que fizeram está-me na memória. Temo que as memórias de meninice destas crianças quando forem adultos, se resuma a: shoppings, tablets e afins.
Não sei o dia de amanha, portanto, não sei se um dia virei e ser pai. Mas uma coisa tenho a certeza: seria um BOM PAI.
Até um dia destes,
RC, O Pequeno Notável
Video: IKEA - La Otra Carta, DEZ - 2014
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